Épocas Waldorf e Festas Anuais

Em todo Jardim Waldorf, o ritmo do ano é vivenciado por 4 grandes Épocas, comemoradas em festas anuais para as crianças e suas famílias: Páscoa, São João, Micael e Natal.

Elas estão relacionadas com as 4 estações do ano e têm origem desde os tempos antigos, quando o Homem tinha maior respeito e interdependência com as forças da natureza, e eram festejados os movimentos cíclicos dos fenômenos dos solstícios de verão e inverno e os eqüinócios da primavera e do outono.

Povos antigos festejavam a ação das forças divinas que atuavam e se manifestavam na natureza, proporcionando renovações, que se refletiam diretamente em suas vidas: mudança no clima, nas marés, no curso dos astros, nas colheitas, etc.

Nas Comunidades Waldorf as festas anuais são organizadas e comemoradas com muita alegria, pois a cada ano alimentam e renovam a alma com sentimentos nobres como a consciência individual e coletiva, a transformação interior aliada à coragem, a esperança e o amor. Sentimentos, estes, que também são difundidos e vivenciados com as crianças durante cada nova Época.


PÁSCOA

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A palavra Páscoa vem do hebraico “Pessach”, que significa “passagem”.


É uma das mais importantes festas do calendário cristão pois é celebrada a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Paixão vivenciada com a morte e Ressureição vivenciada com a vida!

Uma época de conscientização, renovação e esperança. Época de justiça com nós mesmos, de decidirmos interiormente o que não nos serve mais e deixar uma nova luz florescer em nossas vidas.


Na Educação infantil Waldorf vivenciamos a Época da Páscoa abrangendo Paixão-Páscoa-Ascensão-Pentecostes. O sentido espiritual da Páscoa é vivenciado com as crianças através de símbolos e imagens, que elas interiorizam com muita alegria e que se transformarão em força no futuro.

Dia a dia


Após o calor de altas temperaturas do verão, o outono nos convida a uma vivência mais interna, nos preparando inicialmente para o momento da Paixão de Cristo. O ambiente fica diferente, as mesas de época são preparadas com cores mais claras, sem flores e muitas ornamentações, buscando a simplicidade. Um certo recolhimento vive em nossas almas, enquanto lá fora as folhas caem e aquele friozinho começa a chegar.


As crianças preparam deliciosas roscas e pães, cantam belas músicas da Pedagogia relacionadas à Época e ouvem atentamente histórias sobre a lagarta e a borboleta.


Na horta a vivência de plantar sementes que brotam rapidamente fazem emergir sentimentos de confiança e esperança... enterrar o grão que renasce, como a morte e ressureição de Jesus.

E todos se preparam para armar a Árvore de Páscoa, pintar os tão esperados ovinhos das mais diversas cores!


A Árvore, a Lagarta e a Borboleta


Em nossa escola montamos a árvore de Páscoa com as crianças. A árvore fica exposta a toda comunidade escolar e é feita com um galho longo e seco de árvore que é decorado no decorrer da Época até o domingo de Páscoa.


Inicialmente a árvore recebe as lagartas, confeccionadas com fios de lã de carneiro enroladas em gravetos, elaboradas pelos pais e crianças em casa.


Após alguns dias, as lagartas lentamente vão sendo substituídas por casulos, com o mesmo material confeccionado das lagartas, e o sentimento de transformação começa a brotar no coração das crianças.


Depois do domingo de Páscoa, os casulos são finalmente substituídos por borboletas, confeccionadas com feltro ou pano de cores bem alegres e vibrantes, que simbolizam a transformação. Também são colocados na árvore ovos dourados, que simbolizam a luz da vida.


A vivência deste processo cheio de significado, transmite para as crianças a lição de vida, morte e ressureição. A árvore fica montada até a época de Pentecostes.


A Comemoração na Escola


Na semana que antecede a Páscoa é realizada uma Oficina ou Vivência de Páscoa com os pais, familiares e as crianças. São produzidas peças decorativas como móbiles e guirlandas, utilizando-se os ovinhos previamente soprados e entregues na escola.


Na segunda-feira, após o domingo de Páscoa, é comemorada a Páscoa no nosso Jardim! Realizamos um teatro de mesa sobre a história do “Verdadeiro Coelho da Páscoa” e, após o teatro, a tão esperada caça aos ovos.


As crianças partem em busca dos ovinhos espalhados pela escola com muita alegria e curiosidade! Após esta atividade as crianças dividem os ovinhos encontrados. O dia da caça aos ovos estimula as crianças a formar coragem e a buscar algo novo e cheio de vida!


No final do dia, como lembrança desta data tão especial, as crianças recebem a lembrança de Páscoa: uma cesta com um ovo, um coelho de feltro e na alça desta cesta é encontrada uma linda borboleta de feltro (simbologia da história da lagarta e da borboleta).


A Lebre


Na verdade o coelho da Páscoa é uma lebre! A diferença é que a lebre é um animal selvagem que mantém vivo seus nobres instintos naturais; diferente do coelho, que exige cuidados externos e não é capaz de se manter vivo sozinho.


A lebre também possui características que a tornam um animal puro e digno de carregar e trazer os ovos de Páscoa: a lebre é um animal humilde e altruísta.


Quando perseguida ou ameaçada, coloca-se na defesa de outra, uma morre para a outra poder viver (como Jesus fez por nós) e nunca irá se defender, apenas fugir e correr.


Enquanto a lebre faz esse caminho de forma inconsciente e instintiva, trazendo assim a energia da morte pela vida, o homem pode fazê-lo de forma consciente, seguindo o caminho ensinado por Jesus.


Mas o que a lebre tem a ver com o ovo? A lebre representa o sacrifício, ao levar o grande presente, que é o ovo de Páscoa, a essência eterna de vida nova!


O Ovo


O ovo é uma semente de esperança para uma vida nova; uma vida interior que surge em sua plenitude quando a dura casca externa é rompida. Em antigas culturas, os ovos eram símbolos de imortalidade e eternidade e era prática enterrar ovos com os mortos, como símbolo de nova vida.


Nas escolas Waldorf os ovos soprados são habituais para as famílias nas épocas de Páscoa. Através de uma técnica simples, ovos comuns são soprados para que seu interior se esvazie, imediatamente higienizados e secos, para que enfim possam ser decorados pelas crianças.


Durante a Semana Santa, as crianças se divertem decorando os ovinhos, normalmente com colagens de papel crepon, o que dá um efeito aquarelado e muito bonito. Com esses ovos, são produzidos pelas famílias, objetos de decoração (como guirlandas e móbiles), na Oficina de Páscoa.


História do Verdadeiro Coelho da Páscoa


Era uma vez um pai coelho da Páscoa e uma mãe coelho da Páscoa que tinham sete filhos. Ao aproximar-se a época da Páscoa, eles resolveram testar os coelhinhos para ver qual deles era o verdadeiro “coelho da Páscoa”. A mãe pegou uma cesta com sete ovos e pediu para que cada filho escolhesse um para esconder.

O mais velho pegou o ovo dourado e saiu correndo por campos e montes até chegar ao portão da escola, mas deu então um salto grande e tão apressado que caiu de mau jeito, quebrando o ovo. Esse não era o verdadeiro coelho da Páscoa.

O segundo escolheu o ovo prateado e pôs-se a caminho. Ao passar pelos campos encontrou a raposa. Esta queria o ovo e pediu-o ao coelho. Ele não quis dar. A raposa prometeu-lhe uma moeda de ouro, conseguindo assim que o coelho a seguisse até a sua toca. Chegando lá, a raposa escondeu o ovo e, com cara feia, mostrou os dentes como se quisesse comer o assustado coelhinho, que saiu correndo o mais que pôde. Esse também não era o coelho da Páscoa.

O terceiro escolheu o ovo vermelho e pôs-se a caminho. Ao atravessar o campo, encontrou-se com outro coelho e pensou: ”Ainda tenho muito tempo. Vou lutar um pouco com ele”. Os dois coelhos lutaram e rolaram tanto pelo chão que amassaram o ovo. Também esse não era o verdadeiro coelho da Páscoa.

O quarto pegou o ovo verde e pôs-se a caminho. Quando passava pela floresta ouviu o chamado da pega (uma ave que leva objetos cintilantes para seu ninho) que, pousada no galho de uma árvore, gritava: “-Cuidado! A raposa vem vindo!” O coelho assustado olhou a sua volta, procurando um lugar para esconder o ovo. “-Dá-me o ovo que eu o esconderei em meu ninho”, disse a pega. O coelho deu-lhe o ovo, mas percebendo que não havia raposa alguma, quis o ovo de volta. A pega respondeu maldosamente: “-O ovo está muito bem guardado no meu ninho. Venha buscá-lo se quiseres”. Esse também não era o verdadeiro coelho da Páscoa.

O próximo escolheu o ovo cinzento. Quando ia passando pelo caminho, chegou a um riacho. Ao passar pela ponte viu-se espelhado nas águas. Ficou tão encantado com sua própria imagem que se descuidou do ovo, indo este se espatifar numa pedra. Esse também não era o coelho da Páscoa.

O outro coelhinho escolheu o ovo de chocolate e pôs-se a caminho. Encontrou-se com o esquilo que lhe pediu para dar uma lambida no ovo. – “Mas este ovo é para as crianças”, disse o coelho. O esquilo insistiu tanto que o coelho deixou que ele desse uma lambida no ovo. O esquilo achou-o tão gostoso que o coelhinho resolveu dar também uma lambidinha. Lambida vai, lambida vem, os dois acabaram comendo o ovo. Esse também não era o coelho da Páscoa.

Chegou então a vez do mais jovem. Ele escolheu o ovo azul. Quando passou pelo campo, veio-lhe ao encontro a raposa, mas o coelho não entrou na conversa dela e continuou o seu caminho. Mais adiante encontrou o outro coelhinho que queria lutar com ele, mas ele não parou. Continuou caminhando até chegar a floresta. Ouviu os gritos do pega: -“Cuidado! A raposa vem vindo!”. O coelho não se deixou enganar e continuou o seu caminho. Chegou então ao riacho e cuidadosamente atravessou a pinte sem olhar para sua imagem refletida na água. Encontrou-se mais adiante com o esquilo, mas não lhe permitiu lamber o ovo, pois este era para as crianças. Chegou assim até o portão da escola. Deu um salto nem curto nem longo demais, chegando ao outro lado sem danificar o ovo. Procurou um esconderijo adequado no jardim da escola onde guardou cuidadosamente o ovo. Esse era o verdadeiro “Coelho da Páscoa”!

(Texto extraído da revista NÓS, da escola Waldorf Rudolf Steiner, em São Paulo – Época de Páscoa 2006)


Fontes: http://umencantadojardim.blogspot.com/p/pascoa-no-...
www.festascristas.com.br

SÃO JOÃO

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“O calor que aquece a minha alma.
A luz que ilumina meu olhar,
São forças para ver com calma,
O caminho que devo trilhar”


(Rudolf Steiner)


Com a chegada do inverno, o clima é frio e as noites tornam – se mais longas e frias. A vontade de voltar para casa e ficar bem quentinhos em nossos lares também aumenta, justamente por conta dessa época propícia ao recolhimento e interiorização, para dentro de nós mesmos.

A natureza também não é diferente, pois recolhe forças para sobreviver ao frio e desabrochar todo seu esplendor na primavera.

À época Romana, a Terra vivia um momento de secura de vida, esperando a luz de Cristo, que seria anunciada por São João. Pois a Terra naquela época vivia um grande inverno.

Diante disso, passamos a entender a reflexão ambiente introspectivo e, com os corações aquecidos, começamos a nos envolver com o caráter espiritual da Época de São João.

João Batista nasceu no dia 24 de junho. Filho de Zacarias e Isabel. Sua vida foi dedicada a oração e penitência e sua missão foi anunciar a vinda de Cristo. João falava às pessoas da importância de se prepararem para a chegada do filho de Deus.

Aqueles que buscavam o arrependimento e a conversão, eram batizados nas águas do Rio Jordão por João Batista.

João veio ao mundo para preparar o coração dos homens para o advento do Cristo. Ele representava uma era que estava terminando, que não poderia mais existir a partir do momento em que Jesus se tornou Cristo.

João sabia que sua missão havia terminado quando disse aos seus discípulos: “importa que ele cresça e eu diminua.” (Jo 3: 30)

Por este motivo, na festa de São João há a simbologia da fogueira, que nos remete a lenha que se consome, ou seja, que diminui para que as labaredas cresçam. Aproveitar para fortalecer o fogo divino e transformador que temos dentro de nós deve ser então a verdadeira motivação para a Época de São João.

No nosso Jardim de Infância Alternativa, comemoramos os festejos de São João geralmente no último final de semana do mês de junho, com comidas típicas elaboradas e trazidas pelos pais dos alunos, fogueira e barracas de brincadeiras gratuitas e sem prendas, para não estimular a competitividade, e sim, a diversão em si.

Fontes: http://www.lemnisfarmacia.com.br/carater-espiritual-da-epoca-de-sao-joao/

FESTA DA LANTERNA

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A festa da Lanterna é uma linda comemoração de origem europeia e atualmente comemorada em todos os jardins de infância das escolas Waldorf. Na Europa, é comemorada no dia de São Martinho. Foi introduzida no Brasil pela primeira Escola Waldorf de São Paulo, para o Jardim da Infância, na época de São João.


A festa da Lanterna é baseada na história da Menina da Lanterna e nos traz um significado de recolhimento e interiorização em busca de nossa luz interior.Todos nós passamos por momentos difíceis na vida, momentos em que nos sentimos desorientados e sem rumo, e precisamos iniciar um caminho no percurso do desenvolvimento pessoal.


A personagem principal é uma menina que caminha segurando uma lanterna, mas é surpreendida pelo vento que apaga sua luz. Esse momento simboliza a necessidade do ser humano de iniciar um caminho de autoconhecimento a fim de reencontrar-se com sua luz interior.


Seguindo seu caminho, depara-se com diversos animais, os quais representam nossos instintos básicos, que precisam ser dominados com o propósito de acordarmos para além do mundo material que nos cerca.


O primeiro animal que encontra é o Ouriço, que não gosta de ninguém e afasta a todos com seus espinhos; representa o egoísmo. O segundo animal encontrado é o Urso, que representa a preguiça e a má vontade em ajudar o próximo. O último animal à quem pede ajuda é a Raposa, marcada por sua esperteza e astúcia, sente – se a dona da razão e simplesmente não se importa com o que pensam, sentem ou falam; representa em egocentrismo. Em seguida, as estrelas, canal cósmico entre os homens e a sabedoria plena, aconselham-lhe transmitindo coragem para que siga em sua peregrinação.


Prosseguindo, a menina logo estará defronte aos três princípios básicos que regem a nossa vida: o pensar, o querer e o sentir. Respectivamente simbolizados pela Fiandeira, que tece o fio do pensamento, que representa a inteligência, porém só a utiliza em seu próprio benefício; o Sapateiro, que com sua força de vontade e ação nos mantém com os pés no chão, porém não tem conhecimento ou cultura e preocupa – se apenas com seu próprio sustento e de sua família, e a criança da bola, que vivencia o mundo através da liberdade de seus sentimentos e, por estar tão interessada em sua fantasia e brincadeira, esquece o mundo a sua volta. Embora a menina esteja sempre solicitando ajuda, estes também lhe negam auxílio. Ela decide então continuar sozinha, mas por estar muito cansada, acaba adormecendo. Os vários “nãos” que recebe ao trilhar seu caminho representam uma escolha solitária que exige coragem e persistência.


Quando então desperta, percebe que sua lanterna está acesa e fica muito feliz. Tal postura reflete o movimento de entrega a um plano maior, pois somente através da fé podemos nos reencontrar com nosso potencial interior.


A menina inicia alegremente seu retorno. Quando caminha de volta, vai revendo cada um daqueles com quem se deparou na ida e devido a sua transformação e crescimento, provenientes da sua iluminação, oferece auxílio a cada um deles; o que denota que todo processo de desenvolvimento só é válido quando compartilhado com os demais. Sua doação, ao iluminar o caminho, inclusive dos animais, mostra que reconhece seus instintos e é capaz de dominar seu mundo interior.


No Jardim de Infância Alternativa, realizamos previamente a oficina para confecção das lanternas com os pais, os familiares e as crianças. As lanternas podem ser fabricadas com latas ou cartolina e possuem uma vela no seu interior. São feitos recortes laterais criativos e individuais em formatos como de estrelas, janelas e corações.


No dia da festa, geralmente na primeira quinzena de junho, a história da Menina da Lanterna é narrada e encenada pelos pais dos alunos. Realizamos um lindo teatro, onde também são utilizados instrumentos musicais como violão, flauta, xilofone e tambor. As crianças ficam felizes ao ver os pais participando da peça e interiorizam cada momento da história com muita naturalidade e entusiasmo. A apresentação é aberta a toda comunidade.


No fim da tarde, após a encenação, é chegado o grande momento em que cada criança acende a sua lanterna. Elas ficam encantadas com as lindas imagens que se formam, proporcionando muita alegria e surpresa nesta hora. Juntos, e com todas as lanternas acesas, cantamos a música da Menina da Lanterna e caminhamos pelas ruas do bairro próximas à escola (microrregião ecológica). É um momento muito bonito e especial, de união e esperança.


Na volta à escola, fazemos uma confraternizações entre as famílias e é servido um caldo verde tradicional e vegetariano. As lanternas são levadas para casa como simbologia.


Fontes: http://vilamamifera.com/maternidadepresente/festa-da-lanterna-o-que-e-isso/
http://www.escolawaldorfacalanto.com.br

MICAEL

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Com esse pensamento, apareceu uma pequena mancha nas vestes de Lúcifer, na altura do coração. Mesmo Lúcifer tentando esconder a mancha com a asa, Micael a notou e disse que se Lúcifer se desculpasse, a mancha sumiria. Contudo, Lúcifer se negou. E Deus notando a desarmonia, pede a Lúcifer que ele se desculpe, mas ele, novamente se nega.


Deus, então, pede a Micael que expulse Lúcifer e todos os seus anjos, pois no céu não há lugar para desarmonias. Micael tirou sua espada e lutou com Lúcifer e seus anjos. Após muito esforço, conseguiu expulsá-los. Mas nenhum planeta do universo quis recebê-los, nem a Terra. O único espaço aberto era a alma humana e é lá onde eles se refugiam. Micael, por sua vez, promete ajudar o ser humano na sua luta contra o mal.


Defensor da consciência de Cristo e de todos que abraçam a Verdade e a Justiça (Josué 5,13-15), Micael nos ensina a lutar com coragem e resistência; com a “força do ferro” de sua espada, sempre contra as tentações do mal não somente fora do homem, no seu ambiente, mas principalmente dentro do próprio homem.


O dragão, em alusão à Lúcifer, representa tudo que distancia o homem da grandeza de Deus: o orgulho, o egoísmo, a inveja, a culpa, o medo, a ganância, a vaidade...e cada um deve enfrentar seus “dragões” com a coragem de Micael, lembrando que não é necessário matar o dragão, mas sim afastá-lo de nossas vidas.


É um processo interno de consciência e redirecionamento que nos purifica e nos faz crescer espiritualmente, a fim de nos tornar seres humanos voltados para o bem e para a fraternidade na Terra.

E porque é tão importante trabalhar esta época com as crianças? Porque assim, através das imagens, estaremos alimentando suas almas com conteúdos que lhe darão forças para enfrentar o mundo.


A coragem é trabalhada e fortalecida na criança através de contos de fadas inspiradores, músicas que remetam à coragem para trilhar o caminho da liberdade e do amor e brincadeiras que promovam o exercício da força física e da coragem, como cordas, pontes e equilíbrio.


Nesta época as crianças ficam encantadas com a figura de Micael e elas próprias costumam dizer diante de um desafio: “-Vou conseguir com a coragem de Micael!”.


No dia 29 de setembro comemoramos o dia de Micael no nosso Jardim. Na cerimônia é feito um caracol de tecidos, enfeitado com plantas, girassóis e sementes. Enquanto todos cantam a música do caracol de Micael, as crianças levam nas mãos uma vela acesa e percorrem o caracol até o centro. Lá, podem encontrar uma bisnaguinha de mel, que significa pureza. Saem com força e coragem do caracol e este mel é levado para casa como simbologia.


Após esta vivência, as crianças se reúnem para ouvir atentamente o Conto de Micael e as Crianças-Estrelas. Assim que o Conto termina, pela janela da sala as crianças tem a sensação de que alguém passou pelo lado de fora... Será que foi Micael? Quando vão ao encontro dele encontram estrelas espalhadas por toda a escola. Sim, quando Micael desceu do céu, trouxe consigo estrelas...Assim como no conto, pelo contato direto com crianças tão iluminadas.

Poesia de Micael

"Com clareza no pensar
Posso enfim iluminar
Aquilo que em minha alma
No escuro se ocultou
E que coragem há que ter
Ao então reconhecer
Que o dragão ali criado
Somente por mim pode ser transformado"


Elisa Manzano


Nos meses de julho/agosto uma chuva de meteoritos cai sobre a terra, impregnando a atmosfera e as águas de finas partículas de ferro que purificam o ar e limpam a atmosfera terrestre, quando ligadas ao enxofre aqui presente.

Também este ferro de natureza cósmica é absorvido pelas plantas verdes e frutos que consumimos como alimento, sendo muito importante no combate de todos os processos inflamatórios (sulfurosos), dando-nos resistência e força de ação.


Setembro se aproxima e com ele a Época do Arcanjo Micael. Depois do solstício de inverno, vamos nos aproximando de mais um equinócio, agora o da primavera. A temperatura se torna mais amena e quente; surgem muitas flores, passarinhos e as árvores começam a recuperar suas copas frondosas. A Natureza emana suas forças de equilíbrio e há um momento de reflexão para seguirmos confiantes até o final do ano.


Uma Época de coragem, resistência e força, que devemos dominar nossos sentidos e emoções e atuar no mundo, não só na luta pela sobrevivência, mas na luta entre o bem e o mal em nós mesmos.


No dia 29 de Setembro comemoramos o dia do Arcanjo Micael. Nas escolas Waldorf é dada às crianças a oportunidade de vivenciar histórias e canções inspiradas em sua força e coragem.


O Arcanjo Micael é considerado o grande defensor da humanidade, o guardião da era atual. Micael, que significa "aquele que é semelhante a Deus", é um cavaleiro valente que aparece montado em seu cavalo, segurando uma espada apontada para um dragão, preso embaixo de seus pés.


Conta uma lenda que os anjos do céu se encontravam contemplando Deus Pai em seu trono. O anjo Lúcifer olhava para Deus e o invejou, pensando: “Meu trono estará nas nuvens do céu e eu serei venerado como Deus”.



Música Caracol de Micael

Em minha casinha eu vou entrar

Força e coragem vou lá buscar

E ao mundo inteiro eu vou dizer

Que um grande herói eu quero ser

A Flor de São Miguel está no jardim da nossa escola.

A Flor de São Miguel está no jardim da nossa escola.

Conto Micael e as Crianças – Estrelas


Havia uma vez 10 maravilhosas crianças que moravam nas estrelas. Uma por uma destas crianças fez uma longa jornada sobre a ponte do arco-íris e desceu para Terra. Elas trouxeram das estrelas sementes, bulbos e raízes para plantar na Terra e fazer dela um lugar bonito e bom.


Elas cavaram a terra e plantaram as sementes, os bulbos e as raízes. Molhavam os canteiros quando estavam secos e cuidavam para que ninguém pisasse onde as sementes, os bulbos e as raízes tinham sido plantados. Olhavam para que as ervas daninhas não crescessem perto deles e bloqueassem a luz do sol. Assim que os pequeninos brotinhos verdes colocavam seus narizinhos para fora da terra, o sol os esquentava e as crianças estrelas cuidavam deles com muito carinho.


Mas havia um dragão terrível que andava sobre a Terra e um dia ele veio para o jardim onde as crianças – estrelas plantaram suas sementes, seus bulbos e raízes. O dragão não gostava de ver coisas tão linda chegando à Terra. Ele ficou muito bravo e começou a cuspir fogo por todo o jardim. Os pequenos brotinhos verdes que estavam crescendo lindos e com tanto cuidado, começaram a secar e se tornaram amarelos e feios.


As crianças – estrelas não sabiam o que fazer. Elas estavam muito tristes, pois os presentes que haviam trazido para Terra estavam sendo destruídos pelo dragão.


De repente uma luz dourada inundou o jardim. Era um cavaleiro numa armadura brilhante montando um lindo cavalo branco. Em suas mãos trazia uma espada dourada. Era São Micael!

O cavaleiro lutou com o dragão até ele ficar tão fraco que caiu aos pés do cavaleiro, prometendo ser seu servidor.


São Micael voltou-se para as crianças e sorriu para elas e para o jardim. Nas plantas começaram a crescer folhas novinhas e brotos e as crianças correrem para levar-lhes água.


São Micael deu a cada criança- estrela uma capa dourada e lhes disse que estas capas douradasas protegeriam sempre que trabalhassem , ajudando a tudo que cresce na Terra. As crianças- estrelas colocaram suas capas douradas e cuidaram de seu jardim.


As plantas cresceram e deram flores, e as flores enfeitaram a terra, surgindo assim a primavera!


Fontes: www.festascristas.com.br
https://amariliscriacoes.jimdo.com

FESTA DA PRIMAVERA

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Após o período da Época de Micael e de recolhimento e interiorização provenientes do inverno, é chegada a hora de contemplarmos a primavera e todo seu esplendor na natureza. É tempo de contemplar as flores, as borboletas e a explosão de cores que toma conta de jardins e canteiros.

A Festa da Primavera é comemorada com a chegada do equinócio, no mês de setembro, para dar as boas-vindas às flores e sementes que caíram durante o outono, adormeceram por todo inverno e despertam nesta época. É o símbolo de sentimentos como serenidade, coragem, confiança e fé, transmitidos de forma lúdica aos pais e alunos.

Para Rudolf Steiner, os festivais são pontos importantes no ano, pois unem o homem ao espírito do universo.

No Jardim de Infância Alternativa a Época da Primavera é vivenciada intensamente pois simboliza a vitória da luz sobre a escuridão. As mesas de Época são decoradas com tecidos alegre e vibrantes e encontramos muitas flores e pássaros de feltro. Contos sobre o tema e rodas rítmicas também fazem parte do dia a dia das crianças. Celebramos a força que brota da natureza, trazendo o colorido aos campos, às árvores e aos nossos corações.

Na semana que antecede o dia da Festa é realizada uma Oficina, com as crianças e a comunidade escolar, onde são confeccionadas coroas de flores naturais e arranjos ornamentais.

No dia da festa da Primavera (no final de semana de entrada da Primavera) normalmente realizamos um passeio ciclístico com as crianças, os pais e professoras até a praia do Guaiúba, que fica próxima à escola.

As crianças colocam as suas coroas de flores e enfeitam suas bicicletas ou patinetes de forma bem alegre e colorida. Por vezes, entregamos mudas de plantas à comunidade moradora do bairro da escola ou plantamos algumas mudas nas redondezas. Por fim, fazemos uma grande roda rítmica para saudar a entrada da Primavera.

ADVENTO E FESTA DE NATAL

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“Dizem que na época do ano em que nasce o Salvador, a ave da aurora canta toda a noite e então espírito algum pode vagar. As noites são tranqüilas, planeta nenhum colide, nenhuma fada rapta e bruxa nenhuma tem poder, por ser a época tão sagrada e graciosa”.


Shakespeare


A palavra Advento é de origem latina e significa aproximar.


O Advento é uma comemoração cristã com início no quarto domingo antes do Natal. É um tempo de preparação e alegria. Tempo de promover a fraternidade e a paz.


A coroa do Advento é um sinal importante deste tempo, o círculo cria harmonia, une e agrega. Faz-nos lembrar que vivemos em um mundo onde os processos são cíclicos e se repetem ano após ano, trazendo, desta forma, a oportunidade de transformação a cada ciclo.

Música do espiral de Nicolau


A coroa do Advento, luzindo na escuridão,

Sua luz eu contemplo e acende meu coração.

Uma vela no começo, logo duas e é final,

Três e quatro se acendem,

Chega a noite de Natal.

Na nossa escola Waldorf, Jardim de Infância Alternativa, seguimos o cronograma a seguir:

  • Na primeira semana, acende-se a vela azul. No Presépio da mesa de Época são colocadas pedras, terra e areia, representando o mundo mineral e sua ligação com o mundo físico (elemento terra).
  • Na segunda semana, acendem-se a vela azul e a verde. No Presépio da mesa de Época são colocadas plantas, troncos, musgos e água, representando o mundo vegetal e sua ligação com o mundo etérico (elemento água).
  • Na terceira semana, acendem-se as velas azul, verde e amarela. No Presépio da mesa de Época, colocam-se os animais representando o mundo animal e sua ligação com o mundo anímico (elemento ar).
  • Na última semana, acendem-se as velas azul, verde, amarela e vermelha. Com a proximidade do nascimento de Jesus, chega o Natal, festa da luz, representado pela intensidade das chamas de todas as velas acesas. No Presépio da mesa de Época, então, são colocados Maria, José e os pastores, simbolizando as figuras humanas e no dia de Natal, o menino Jesus é colocado na manjedoura. Tudo isso representa o Reino Humano e sua ligação com o mundo espiritual (elemento fogo).


A elaboração do Presépio nas mesas de Época é feita pela professora e crianças do Jardim. As crianças menores acompanham a montagem do Presépio em suas salas. Ao longo deste período, fazemos rodas rítmicas cantando músicas da Pedagogia relacionadas ao Natal e, também, lemos contos da Pedagogia relacionados a esta Época, que trazem calor e alegria aos corações das crianças.


Também comemoramos na escola o dia de São Nicolau (6 de dezembro); dia muito esperado pelas crianças. São Nicolau é derivado da imagem do Papai Noel, o qual todos nós conhecemos.

São Nicolau (Sta. Klauss) era um bispo sábio e piedoso, que distribuía todos os seus bens entre os pobres. Vestia um manto purpúreo, como representante de Deus na Terra, e uma barba longa e branca, sinal de sua sabedoria e idade. Especialmente na Holanda e outros países do norte da Europa, neste dia, São Nicolau vai de casa em casa ver as crianças que foram boas e são merecedoras de elogios e as que tiveram mau comportamento e precisam ser recomendadas a melhorar; para as piores travessuras, ele deixa uma “vara de marmelo”. Às crianças que deixaram seus sapatinhos ou meias, à porta, na véspera, encontram cartinhas, doces, pão de mel, nozes, ou mesmo as tais varinhas...


No dia de Nicolau as crianças se reúnem em torno de um espiral montado com panos e muitas velas que vão sendo acesas de um castiçal localizado em seu centro.


Enquanto as professoras cantam a música de Nicolau, as crianças vão entrando neste espiral e vão internalizando o significado da vida que há de vir.


Após o espiral todos mudam de sala para ouvir o conto da História de São Nicolau. Quando o conto termina, as crianças acham na janela das salas botinhas de feltro com frutas secas, castiçal (uma maçã com uma vela dentro) e pão de mel, que fazem simbologia ao Conto. Cada uma recebe a sua lembrança de São Nicolau e se sentem muito felizes e prestigiadas.


Conto - História de São Nicolau


Era uma vez um menino muito bom, que gostava muito de crianças. Com todo o carinho, dedicava-se a eles, ensinando-lhes histórias.


E todas as crianças podiam ir à sua casa uma vez por semana para ouvir essas histórias. A casa ficava sempre cheia. Nicolau – era esse o nome do bom menino – tinha uma grande casa, cuidada por um velho servo que tinha como especialidade fazer biscoitos muito gostosos.


No dia da semana em que as crianças vinham para a casa de Nicolau para cantar, fazer música e ouvir histórias, o velho servo preparava muitas fornadas de gostosos biscoitos. E, na época em que as macieiras estavam carregadinhas de maçãs, ele também colheria um cesto cheio delas. Ao final da tarde, quando as crianças terminavam suas atividades e se despediam, passavam pela cozinha e lá havia sempre biscoitos ou maçãs ou mesmo nozes para elas.


Um dia, certa menina, muito pobrezinha, que vinha sempre às reuniões, não compareceu por estar doente.


Depois que todos se despediram, Nicolau preparou um saquinho com um pouco de cada guloseima e maçãs. Como se a menina morasse muito distante, Nicolau montou seu cavalo para ir mais depressa até lá. Mesmo assim, quando chegou, já estavam todos dormindo. As portas e janelas estavam fechadas. Mas, diante da porta dos fundos, Nicolau viu os sapatos da menina e ali colocou seu presente.


Anos se passaram, as crianças cresceram, casaram, tiveram filhos e os seus filhos também iam à casa de Nicolau aprender versos e canções e ouvir histórias. Mas Nicolau foi ficando velhinho, muito velhinho. Adoeceu e não pôde mais deixar o leito. Então, as crianças iam todos os dias para lhe cantar canções a fim de que ele não se sentisse sozinho e triste.


Chegou o dia em que Deus chamou Nicolau e ele morreu. Porém, quando chegou ao Céu, olhando para baixo e vendo todas aquelas crianças que choravam inconsoláveis, Nicolau pediu para voltar à Terra. E Deus lhe disse que isto não era possível.


Mas, por ter sido um homem muito bom, Deus deu a Nicolau a possibilidade de, uma vez por ano, no dia 6 de dezembro, visitar a Terra e a todas as crianças. As crianças boazinhas, é claro! Nesta sua visita são poucas as pessoas que o veem. Por quê? Porque é preciso ter um sentimento muito especial no coração para poder ver alguém como Nicolau.


E quando vem à Terra, vem para alegrar as crianças. Traz para elas maçãs, nozes e biscoitos, e os coloca em seus sapatinhos ou diante de suas portas. E as crianças, o que fazem? Cantam canções e recitam versos. Mas não esqueçam que Nicolau, durante o ano todinho, olha para Terra e vê cada uma das crianças e tudo o que fazem. Ele anota em seu grande livro de ouro, as coisas boas e belas e as coisas feias também.


São Nicolau vem visitar a casa das crianças na noite do dia 06 de dezembro.


Coloca-se um sapatinho ou uma meia na janela ou embaixo do pinheiro, forra-o com papel para São Nicolau poder deixar suas dádivas: nozes, castanhas ou avelãs, uma maçã e pão de mel. Para o cavalo branco de São Nicolau se coloca uma cenoura e matinho. Não esquecer que o cavalinho come tudinho!


Fontes: Karassawa, A. M. M É Natal… Vamos comemorar o nascimento de Jesus. Informativo do Centro Educacional Waldorf Alecrim Dourado, ed. 14, 2004. Vidigal, C. Textos sobre o tempo do advento. Doutrina Católica, 2004 disponível em: http://br.geocities.com/worth_2001/advenia.html acesso 24-11-08

NATAL


O Natal é talvez a festa mais esperada ao longo do ano, é a festa da Luz! É uma comemoração que nos remete ao amor, a solidariedade, a bondade e a vida. É também um momento de fechamento de um ano de trabalho, convivências, alegrias, desafios e conquistas. O clima especial de tal data deve ser construído por todos os pais e professores, especialmente para as crianças.


Os preparativos iniciam – se com o Advento, o tempo de expectativa, à espera do que virá, a chegada de Nicolau e a preparação do presépio.


No entanto, para essa grande comemoração exercer seu real sentido, é necessário que em nossos círculos, entre nós, nos ajudemos, em verdadeiro amor e harmonia, para que então floresça, verdadeiras comunidades das almas.


Esse é o segredo que a criança natalina trouxe ao mundo: a possibilidade de dirigir-se a uma meta comum, sem que os homens tenham desarmonia entre si; sendo assim, que a meta comum signifique união em harmonia. E a paz do Natal deveria luzir como a luz que poderá trazer a paz exterior, porque antes espalhava a paz interior sobre os corações humanos. Deveríamos ser capazes de nos dizer o seguinte: Só quando conseguirmos atuar juntos, com amor nas grandes tarefas, entenderemos o Natal.


"Imaginemo-nos ajoelhados diante da manjedoura. Levemos à criança do Natal aquelas oferendas oriundas do conhecimento, fazendo o extraordinário permear nossas almas, para que a humanidade moderna possa realizar as tarefas que a conduzem da barbárie a uma civilização verdadeiramente nova."


Rudolf Steiner – em 24/11/1920


O Natal é uma festa muito bonita e comemorada no Jardim Alternativa. É a última festa do ano e é aberta aos pais e familiares. Neste dia, as crianças fazem um teatro sobre o nascimento de Jesus.E todas podem participar, caso se sintam à vontade para isso!


A história é narrada pelas professoras e as crianças do Jardim representam os papéis principais. As crianças do Maternal participam sendo os sininhos e anjos de luz. Após a encenação, cada criança é presenteada com uma lembrança de Natal confeccionada pelas professoras. As crianças que estão se despedindo do Jardim recebem um terço de proteção e uma lembrança diferenciada, que será usada no 1o ano do Ensino Fundamental.


Em seguida todos fecham o ano com agradecimentos e um grande almoço de confraternização.


Fonte: https://www.waldorf.com.br/index.php/pt/novidades-eventos/festas/natal

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