Grupo de Estudo dia 22/02/16

A
DAPTAÇÃO PARA PAIS

Tudo da vida da gente passa por constantes mudanças e estamos sempre em adaptação. Por isso trouxe este texto da Rosely Sayão para compartilhar com vocês, boa leitura!

“Nesta semana, milhares de crianças com menos de cinco anos começaram a frequentar a escola. Muitas estreiam no espaço escolar, mas mesmo as que já o frequentaram por um período podem estranhar a separação dos pais e o afastamento de casa no retorno das férias. Por isso, elas passam por um processo de adaptação.
A reação das crianças nesses dias é bem diversificada: muitas entram na escola e já vão brincar, outras choram, outras ainda se agarram nos pais, sem contar as que se recusam a sair do carro. Mas tudo pode mudar em dias ou semanas: as que entraram sem problemas podem expressar recusa, as que choravam podem entrar sem problema e assim por diante.
É bom saber que tais comportamentos -e a alternância entre eles- são naturais. Afinal, a criança na primeira infância tem sua vida intensamente ligada às pessoas com as quais tem vínculo afetivo e ao espaço de sua casa porque é isso que oferece a segurança necessária para que ela se sinta tranquila.
Ao mesmo tempo, sabemos que as crianças crescem melhor junto a outras crianças. Como hoje as famílias não têm mais o hábito de frequentar com regularidade a casa de outras famílias, as crianças vão para a escola cada vez mais cedo para conviver com seus pares -e isso não é problema, desde que seus pais estejam seguros de sua decisão.
Esse período de adaptação se transformou em um processo complexo e que pouco auxilia a criança pequena. As escolas, cada uma à sua maneira, inventaram uma série de dispositivos para amenizar a mudança para a criança, mas o alvo principal desse processo são os pais. Na família atual, a relação entre pais e filhos é a única que dura até a morte, já que todas as outras relações afetivas são passíveis de dissolução. Isso gerou consequências, como a dedicação afetiva extremada dos pais em relação aos filhos.
Ao levar o filho pequeno para a escola, os pais sentem culpa, angústia, insegurança. E foi por isso que muitas escolas decidiram permitir que eles fiquem com os filhos no início. É para aquietar os pais, não os filhos, que o processo foi inventado.

Para a criança, isso não é bom. Em primeiro lugar, porque a separação fica mais sofrida por

durar muito mais tempo, o que dificulta e atrasa a apropriação de seu novo espaço. Em segundo, porque a sala fica com um clima artificial: professoras constrangidas, mães que interferem no espaço, crianças que poderiam ficar mais à vontade e que são aprisionadas pelo olhar da mãe etc.
Se as escolas fossem mais firmes no propósito de ter no aluno seu foco principal, esse período seria menos penoso para todos. Claro que algumas crianças continuarão chorando por um tempo para entrar na escola e algumas mães continuarão resistindo à separação, mas isso sempre ocorreu e ocorrerá.
Enquanto acreditarmos que esse processo é necessário, ele será. Só por isso, e não pela necessidade das crianças. Elas podem reagir diferentemente do que esperamos nessa situação. Basta que tenham oportunidade para tanto. ”
Fonte: HTTP://BLOGDAROSELYSAYAO.BLOG.UOL.COM.BR)


O

O jardim de Infância é uma solução de emergência. Com efeito, o ideal seria que a criança em idade pré-escolar estivesse com a mãe, na atmosfera familiar, brincando com seus irmãos e com crianças da vizinhança, num ambiente onde pudesse conviver com a natureza e com os afazeres de casa.

Ma onde existem essas condições, na vida atual? A mãe passa grande parte do dia fora de casa, em atividades diversas; ambiente familiar não existe mais; os pais estão ausentes, sem que haja membros de uma família mais ampla, exceto um ou dois irmãos, no máximo; no ambiente fechado de um apartamento onde não existe vizinhança nem redondeza, os afazeres diários se resumem no manuseio de parelhos elétricos, TV, etc. Tudo isso no meio de cidades poluídas, barulhentas, num ambiente artificial e nervoso.

Nessas condições, o Jardim de Infância é certamente um mal menor, desde que leve a sério sua tarefa de criar para as crianças o lar que elas não têm mais em casa. Com isso está definida sua função. Esta é supletiva, mas reveste-se de uma importância cada vez maior, para garantir o desenvolvimento, tão normal e sadio quanto possível, dos pequenos menores de sete anos.

Em principio, o grupo de jardim de infância deve ser uma reprodução da família: uma unidade fechada, com seu ambiente próprio, sob a direção de uma ou duas orientadoras (as mesmas durante um longo período). As crianças não deveriam ser todas da mesma idade. Esta poderia variar de quatro a seis anos e meio, como numa família, onde também há irmãos e irmãs menores e maiores. Os grandes têm, nesse caso, responsabilidades e tarefas mais amplas, inclusive zelar um pouco pelos menores. Cada grupo deve ter sua salinha, com seus brinquedos e, no jardim, pequenos obstáculos, morros, árvores, balanços e gangorras. O dia é dividido em períodos de várias atividades, onde não devem faltar inúmeros pequenos deveres distribuídos entre os alunos: regar plantas, arrumar a sala, preparar a mesa para o lanche e guardar os brinquedos. Tudo isso se constrangimento, naturalmente. É assim um jardim de infância Waldorf.

O princípio educativo básico é a imitação. Evita-se autoridade, que só enfraquece a vontade das crianças, além de criar um clima de tensão que prejudicaria a harmonia do trabalho.

O dia é dividido ritmicamente, se possível com períodos de atividade comum, alternando-se com jogos e ocupações em que cada criança brinca por si. Pode haver, por exemplo, uma atividade comum no começo, para tornar o grupo harmonioso e autoconsciente, em seguida, as crianças podem brincar fora, livremente, sozinhas ou

em pequenos grupos que se formam de maneira espontânea. O lanche deve ser cerimonial: lavar as mãos, sentar corretamente, cada criança em seu lugar, comer sem fazer algazarra. Depois de guardar a louça, uma atividade em comum: pintar, modelar, recortar, com pequenas interrupções para contos, dramatizações, etc. E no fim, a roda sentada em silêncio, a professora contando, pausadamente, com muita expressão, um conto de fadas, com canções e versinhos intercaladas – se possível repartido em vários dias, para manter a expectativa da continuação. Este constitui um dentre vários modelos de aula; o importante é manter sempre os mesmos ritmos – qualquer alteração deve ser apresentada como grande acontecimento: um passeio, uma festa de aniversário de um aluno, sempre transformada em cerimônia solene e alegre.

As ocupações, isoladas ou em grupos, nunca devem ser passatempos improvisados, mas sim obedecer a um plano previamente elaborado. O importante é combinar a espontaneidade com certa orientação. Dentre inúmeras possibilidades, citemos apenas as seguintes; pintura em aquarela, com tintas e papel de boa qualidade; as crianças devem estar completamente à vontade; vivência das cores é o único critério, e não a reprodução de um objeto – ou, pior (coisa proibida em qualquer escola Waldorf!), a coloração de um desenho pré-impressão-; a modelagem com argila ou de preferência com cera de abelha, que exige certo esforço dos dedos para ser amolecida; brincadeiras com bonecas e objetos de uso diário; teatrinho de fantoches; jogos ao ar livre, rodas com instrumentos musicais (percussão, liras, flautas doces) e canto; passeios nas redondezas, sempre com indicação do ponto final (“ Vamos até aquela árvore”).

Muita ênfase é dada à areia, à água, isto é, a materiais que fluem e são facilmente moldáveis, pois correspondem à fluidez das forças entéricas nas crianças. Estas, aliás, sentem-se irresistivelmente atraídas por tudo que esta em movimento. De uma maneira geral, procura-se estimular os movimentos e impulsos oriundos da própria criança para que ela se livre do horrível condicionamento de ritmos, formas e barulhos do mundo mecanizado de hoje (criaturas, ritmos mecânicos, slogans de propaganda no rádio e na tevê, etc.). De outro lado, a criança deve experimentar, pelos movimentos livres de seu corpo, situações que conhecera muito mais tarde, nas aulas de física, de uma forma abstrata: a brincadeira na gangorra, com a perna de pau, no balanço, exercícios de equilíbrio,etc.

Dedicaremos um capítulo especial aos contos de fadas, limitando-nos a dizer nesta altura que não se trata de passatempo, mas sim de elemento vitalem que se move a alma da criança e do qual forças de fantasia irradiam para muitas atividades, permeando toda vida anímica dos pequenos. Outrossim, muitas finalidades pedagógicas podem ser atingidas por meio dos contos adequadamente inventados pela professora.

Todo ambiente do jardim de infância deve ser acolhedor e aconchegante. Nenhum objeto deveria destoar da harmonia do ambiente, nenhuma criatura tirada de desenhos animados ou de revistas em quadrinhos pode ser tolerada nesse pequeno santuário

das crianças. Lembremo-nos: é o ambiente que plasma a vida anímica e a vida orgânica da criança em idade pré-escolar.

A criança deve adquirir confiança no mundo: cada objeto, por seu material, deve ser o que parece ser. Daí a exigência de materiais naturais: madeiras, pedras, panos de fibra natural, etc. Nada de material plástico, sintético, símbolos de um mundo de mentira e de pseudo valores.

Dessasolidez e desse aconchego nasce uma extraordinária segurança e confiança no mundo dos adultos, no mundo em geral: o mundo é bom! Este deveria ser o elemento básico do ambiente que constitui o fundamento de uma autentica religiosidade da criança pequena.

Inútil dizer que o ambiente de fantasia e de espontaneidade não comporta qualquer aprendizado dirigido. A pedagogia Waldorf se opõe terminamente a qualquer aprendizado pré- escolar, como contas elementares, alfabetização, exercícios lógicos do tipo elaborado pela matemática moderna (teoria dos conjuntos).

Como as atividades do jardim de infância têm a mesma orientação da própria escola, não há motivo para considerá-los como entidades separadas. Por essa razão, os professores do jardim devem conhecer as escola e participar de seus problemas, e virce-versa. As conferências dos professores devem ser frequentadas por eles.

Diante dos princípios expostos, haverá certamente quem considere esse sistema obsoleto e julgue que as crianças deveriam ser treinadas desde o início para sua adaptação perfeita ao mundo tal como é hoje. Nesta altura, os espíritos simplesmente se separam. A pedagogia Waldorf não pretende conhecer ninguém: limita-se a expor seus princípios. Que cada um, com plena consciência de sua responsabilidade, escolha o caminho que considere mais indicado para a educação de seus filhos.






Agradecemos a participação de todos!

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