Ascensão

Ascensão


Por 40 dias os discípulos se alegraram e se firmaram de novo com a presença do Mestre. Eles gozaram dessa presença exatamente o tempo para que digerissem e aprendessem todos os acontecimentos que presenciaram na Páscoa. Ainda não tinham compreendido que essa presença era passageira. Cristo, a suprema entidade solar, ainda não tinha assumido o planeta Terra como seu novo corpo. Como uma criança leva 21 anos para formar realmente todos os sentidos do seu corpo, também este processo que Cristo inicia terá um determinado tempo.

No dia da ascensão os discípulos, as mulheres e os amigos mais chegados vêem com admiração e susto ele se elevar até as nuvens e desaparecer. Foi um caminho de vários passos até esse momento. N sexta-feira da Semana Santa ele desceu e penetrou a terra com seu sangue. Depois superou a morte transformando o próprio corpo em substância elétrica. E começou a tomar posse do corpo da Terra, de forma que 40 dias depois pôde ampliar essa atuação até a atmosfera.


O Caminho de Cristo


Mas o que para ele era triunfo, para os seguidores era outra perda. E desta vez, como sempre é o caso, a segunda queda no vazio existencial se multiplicou. Na Semana Santa a espera foi de duas noites e um dia, agora será de 10 dias e de 10 noites, até a consoladora aparição do Espírito Santo, no dia de Pentecostes.

Como o corpo físico, nosso eu interno cresce devagar e em etapas. O homem normal desenvolve três capacidades físicas:

  • Querer – ou o andar e com isso atingir verticalidade.
  • Sentir – ou falar, dominar o fluxo da respiração e reproduzir as palavras.
  • Pensar – ou entender com inteligência própria o que se fala e o que se reproduz com as palavras.

O homem espiritual, ou o corpo espiritual, tem também três capacidades básicas:

  • Pensar – a imaginação – ver espiritualmente.
  • Sentir – a inspiração – de poder ouvir a palavra dos entes espirituais.
  • Querer – a intuição – de ter certeza de si mesmo e do que deve ser feito.

Os discípulos, inicialmente, precisavam da presença física do Mestre. Depois, da presença dele em forma elétrica, que é uma presença externa, ainda que para enxergá-la é preciso ter o olho da clarividência ou ter uma visão suprasensível. Para alcançarem o potencial da intuição e ouvir as palavras de Cristo precisavam desenvolver a inspiração e a intuição e ter a certeza da presença dele dentro de si mesmos.

Passaram, assim, por um novo período de solidão. Eram como sementes que têm de entrar no ventreescuro e solitáro da terra para poder brotar. Só assim brotaria neles um novo ser humano. O Homem para fazer nascer em si um novo ser tem que passar por um período de solidão e de escuridão.

Quantas vezes nos lamentamos quando a vida nos impõe um período desses? Na verdade estamos passando por um período de amadurecimento espiritual. A mulher aguarda nove meses para poder abraçar o filho em gestação. Com paciência e tranquilidade, sempre que enfrentarmos esses períodos, devemos aguardar o que nascerá em nós.


Pentecostes


50 dias depois do domingo de Páscoa acontece a grande festa da descida do Espírito Santo. Os discípulos se encontram em uma situação social, emtre outras pessoas. Chamas de fogo espiritual descem sobre as cabeças dos apóstolos e eles passam a falar várias línguas. Os presentes, apesar de não conhecer os idiomas que são falados, entendem tudo.

Neste dia estamos na situação de nos unir com a força da terceira qualidade da Trindade divina, O Espírito Santo, que é como o novo testamento descreve nitidamente o poder do fogo espiritual.


Na Páscoa temos a revelação do mistério dos três graus da comunhão, “quem não come a minha carne e não bebe o meu sangue não faz parte de mim”, que é a transformação da natureza em força espiritual no âmbito da sexualidade e da alimentação.


Se o ato sexual e a alimentação que atuam em nós como fogo são elevados e dominados, no sentido de poderem servir ao nosso espírito e ao de outros, mudamos de patamar. Quando estamos preparados para dominar a força destrutiva do fogo, sem medo e sem fuga, essa força deixa de queimar e acalenta o coração. O fogo, deixando de destruir, transforma-se em substância elétrica de clara luz azul, que constrói o mundo, o grande potencial de cura e compaixão.


No terceiro patamar, o fogo aparece novamente transformado em luz brilhante, que é capaz de iluminar tudo – o grande potencial da sabedoria e da clareza que é capaz de dizer: não minha vontade seja feita, mas a sua – porque vê claramente a necessidade de ser feita a vontade e a verdade cósmicas.


Quando as línguas de fogo aparecem sobre os apóstolos, começa o longo caminho da transformação do ser humano em um ser eterno e imortal como o Pai. O resultado da união do Homem com o Espírito Santo é uma benção não mais individual, mas coletiva.


Em longuíssimas épocas, a humanidade se dividiu em raças com diferentes línguas. Um caminho de individualização, necessário, que desaparece neste instante. A individualização, no sentido egoísta, é superada. Todos se entendem independente da língua e do desenvolvimento individual. É uma bela imagem de confraternização global.


Neste século retornamos ao que se chama individualização. Quantas vezes achamos que ninguém é capaz de compreender o outro, pais e filhos, marido e mulher, amigos. Para nós o importante é a auto-afirmação nem que com isso temos de impedir o outro de viver. O resultado é uma sensação de isolamento e solidão, ou a agressividade extrema, que é a força metabólica destrutiva que temos não purificada. Estão aí os milhares de filmes de guerra, destruição e morte para nos mostrar cotidianamente o quanto decaímos sentimentalmente.


A vivência do Espírito Santo é o grande curandeiro dessa força da individualização. É ele que pode evitar que um dia se instale a guerra de todos contra todos. Através dessa qualidade podemos compreender o próximo e superar as diferenças, entendendo que cada ser humano é uma parte do todo, e assim como não pode faltar uma parte do nosso corpo para que sejamos saudáveis, todas as pessoas são importantes para que exista uma humanidade saudável. Se parte for excluída teremos invariavelmente uma civilização doente.


A esperança do Natal, paz na Terra aos Homens de boa vontade, não é uma vontade ilusória, mas uma necessidade. Nós somos parte da Grande Fraternidade Branca, dos irmãos de Cristo. Pela força do Espírito Santo nós nos tornamos criadores do universo e co-responsáveis pelo destino da humanidade. Cada pensamento destrutivo que temos, age no grande organismo destrutivamente. Isso nos impõe imensa responsabilidade para controlarmos nossos pensamentos e sentimentos.


Se, porém, lançamos ao universo ideias positivas, sentimentos de compreensão, colocamos mais um tijolo para ajudar a construção do futuro corpo da humanidade, da nova cidade santa, a nova Jerusalém.


Na Idade Média existia um rei inglês chamado Arthur, cuja esposa era Genivé. Ele implantou, por um bom tempo, um hábito de festejar a grande festa do Espírito Santo. No dia de Pentecostes ele e seus melhores cavaleiros, extamente 12, formavam a távoa (mesa) redonda, o altar redondo que permite o encontro dos irmãos iguais, pois não há cabeceira ou lugar de destaque, cada um oferecendo ao décimo terceiro, o Cristo, seu serviço e sua melhor capacidade. Festejavam Pentecostes com campeonatos e, apesar de iguais, reconheciam um deles como o melhor e Arthur como rei. As reuniões eram acompanhadas por doze damas.


Esses cavaleiros não viam a fraternidade que formavam como religiosa, mas preservaram seus princípios em cada ato diário. Até que vieram a lutar em honra do mundo espiritual.


Hoje, surpreendentemente, a festa de Pentecostes nem mais consta no calendário, é um dia praticamente esquecido, porque mal conseguimos superar ou enfrentar as contendas da Sexta-Feira Santa.


Lembretes


As nuvens

Nesta época existe uma grande formação de nuvens, de formatos impressionantes. Num passeio com as crianças observar as nuvens, pois as mudanças constantes nos seus formatos podem dar asas à imaginação.


O dente-de-leão

Durante um passeio com as crianças, colher esta planta e fazer as crianças separarem as sementes que se espalham pela terra. O melhor lugar é uma colina e a favor do vento.

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Praia do Guaiúba Guarujá

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